terça-feira, 21 de setembro de 2010

Jardineiro Fiel




Em meio a tanto caos não pude evitar.

Andei seguindo diversos rumos, ouvindo canções, conhecendo pessoas. e Nada disso me levou a você.
Tentei por tantas vezes desviar o teu caminho. Mas vc marchava impiedosamente para aquilo que era só seu. Insistindo em acreditar ser o único lugar.
Sopraram ventos, e vieram tempestades. Avisos quase que escritos, mas aquela venda nao te fez permitir uma alternativa sequer.
E todo esforço que fizera, parecia único e qualquer coisa que pisasse fora do teu limite estabelecido era descartável.

Agora você me trouxe aqui. Eu que por tantas vezes quis segurar tua mão e te trazer uma nova visão, estou de mãos atadas.

Você parecia tão certa ao decifrar minhas frases tão retas.

Você beijou a ilusão achando que era eu.
Fiz escolhas por você. Mas nao pude compor o teu destino. Saí do ritmo.
E agora? O que faremos do amor que você projetou vivermos?

Eu ja nem sei se somos um ou dois.
Me senti desaparecer sempre que você me podava. E insistindo florecer tentei que fossemos felizes, mas não estava autorizado à brotar aquilo que não te colorisse. E fui secando, em preto e branco. Sucumbindo a uma sombra de desilusão. Respirando o que sobrasse do teu ar.

Desse amor, já tão arraizado, não sobrou vestígios de lembranças. Só o caos de tentar descobrir o nosso caminho.

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