A espera tece mais um fio de esperança e nele me sufoco.
Me apego a uma triste tentativa de não ver o recomeço como uma ilusão. Assim aguardo um não saber do amanhã para aliviar qualquer frustração. Tenho medo do que me espera, não pelo desconhecido, mas pela dor ja vivida e sentida nos suspiros de arrependimento.
O lamento de não ter feio o que deveria ser dito e dizer o que deveria ter sido feito, confunde os proximos passos.
Talvez não fosse tão viceral, soubesse lidar com as dores.
Então eu desvio.
Esquivo entre uma ofensa e uma inevitável sensação de ja não fazer parte de uma atmosfera que outrora me soava tão familiar.
Vejo mais um dia indo embora, e eu fico aqui com as cicatrizes dos passos mal dados e com o medo das proximas que virão.

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