quarta-feira, 23 de abril de 2008

Le départ

Eu cheguei, mas ainda não desfiz as malas. Por falta de coragem, medo, não sei ao certo, apenas não quis encarar o que havia trazido, ou melhor, vivido.
É uma realidade nua e crua, tão crua que chega a amargar.
Mas, quer saber?
As vezes que enchuguei suas lagrimas, lágrimas iguais a essas que insistem em jorrar agora, pode ter certeza que elas foram enchutas para nunca mais voltar.
Eu quis ser melhor que qualquer um, ou melhor eu quis ser melhor do que qualquer outro que quisesse medir forças comigo.
Doeu, e ainda doi olhar pela fresta da janela e ver a chuva levar pra bem longe tudo aquilo que vivemos. E não não era verdade? Então vc veio apenas me mostrar o que não valia a pena?

Ou siplesmente eu não fui capaz...?

Por que deixou chegar a esse ponto? Não lhe era o bastante, conhecer meus pontos fracos? O que mais vc precisava para não errar? E você errou! E vem errando ja há um bom tempo, mas sei q ue o erro nãou foi só seu. Eu também errei, quando pensei que eu fosse o bastante pra nós dois.
Talvez você não entenda. Talvez meus devaneios complexos, sejam complexos de mais e exija de você uma sensibilidade quase que poetica, mas talvez, deva ser melhor o silêncio...nele vc encontrará a resposta pra tudo que eu venho tentando te dizer e que você insiste em ignorar, poupando-se de um possível esforço maior.
O que você não pode imaginar é que o que você tem sacrificado...pode ser precisoso de mais. E pior, pode não haver volta, pode ser tarde de mais...
Enquanto isso eu vou tentando conviver com esse adeus silenciado, com esse cansaço de tentar vencer essa guerra contra mim mesmo. Contra aquilo que preservei, mas que, por culpa minha talvez (prefiro não encontrar culpados), não resistiu ao tempo, às provas que a vida nos exige.

Fico aqui, escondendo a vítima, para que ela não se faça de vítima, e acabe vítima desta injusta infâmia de querer se fazer de vítima!

Primeiro o telefone que se cala, depois já nenhum barulho mais nesse quarto, nessa vida!
O tempo vai passando e aos poucos irei percebendo que na realidade fui posto em prova e acabei perdendo.
Talvez eu prefira mesmo ficar com a idéia fixa de que não fui capaz, não mereci!
Talvez aquela foto fique ali mesmo, talvez eu rasgue, talvez eu risque rabisque você...talvez, assim eu te esqueça de uma vez...talvez não!

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