Aonde foi parar, aquele riso acompanhado de ecos, que nunca vinha só e num só minuto se transformava em gargalhada?
Aonde foi parar aquela mão especializada em enxugar lágrimas e socorrer quedas e feridas?
Aonde foi parar o sentimento nobre da fidelidade que alimentou tanto orgulho?
Aonde foi parar o esforço pela união?
Aonde foram parar aquelas palavras que guardavam o conforto necessário e traçava a direção precisa?
Aonde foi parar a fraternidade cantada em tantas primaveras?
Aonde foi parar a segurança do eterno e vitalício?
Aonde foi parar a esperança?
Aonde foi parar...?
Pararam de procurar. Pararam de se importar.
Pra onde quer que tenham ido, todos seguiram um rumo a julgar por certo.
Restou você aí, marcado de lembranças doces se tornando amargas, fatos transformados em fotos e sonhos esquecidos em papeis e cartas.
E de resto sobrou uma ausência martirizada numa saudade infinita.

Nenhum comentário:
Postar um comentário